Histórico

O projeto Catapoesia iniciou-se no 2º semestre de 2009, como uma das ações do Programa “Leitura Viva”, de incentivo à leitura e à escrita realizada pela equipe de gestão cultural da ONG Trilhas da Serra – Educação, Cultura e Cidadania, instituição que tem matriz em Serra Negra – São Paulo e filial em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Sua primeira ação aconteceu na Comunidade Quilombola do Mato do Tição, em Jaboticatubas, Minas Gerais, a partir da necessidade de se envolver as crianças participantes do projeto com a história do Quilombo, numa atividade de resgate da memória com os mestres da história oral e a sua posterior documentação em um livro. Como os recursos para a produção do livro eram baixos, a idealizadora do projeto realizou uma formação com o núcleo “Dulcinéia Catadora”, em São Paulo, que edita livros com capas de papelão, para poder concretizar a ideia no Matição (como é também conhecida a comunidade). Assim sendo, foi editado o primeiro livro artesanal do projeto, intitulado  Tia Tança, que não me sai da lembrança…, registrando e contando a história do mito fundador do Quilombo do Mato do Tição.

   Capacitação com Lúcia Rosa,

do Coletivo Dulcinéia Catadora – SP

A partir dessa experiência com as crianças quilombolas, a coordenação criou outros núcleos de produção de livros com capa de papelão no estado de São Paulo e de Minas Gerais, reunindo coletivos juvenis para que estes aprendessem a metodologia e passassem a ser os protagonistas da ação, estimulando a sua autonomia no processo e, consequentemente, a sua escrita e a sua posterior leitura, e para que o projeto ganhasse uma característica de itinerância, a partir do conceito de que “as histórias estão em todos os lugares” e de que “cada um compõe a sua história”. Sendo assim, para que as pessoas as conhecessem, era necessário “catá-las”, “buscá-las”, daí a origem do nome “Catapoesia”, que nada mais é do que “catar a poesia do cotidiano”, registrá-la e transformá-la em textos para compor os livros de baixo custo para que a democratização do acesso se desse de maneira natural e inovadora.

Partindo dessas premissas, foram criados, a partir de 2010, três coletivos: “De-Fusão”, em Serra Negra, São Paulo (2010); “Loucos por Memória”, em Cordisburgo, Minas Gerais (2011); e “Raízes de Xakri”, em São João das Missões, Minas Gerais, Território Indígena Xakriabá (2011), para que o projeto pudesse ser desenvolvido e multiplicado nos dois estados de abrangência da Instituição sob a coordenação de jovens protagonistas num processo de colaboração e de troca. Cada coletivo é composto por até 20 (vinte) jovens na faixa etária entre 16 e 20 anos.

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