Multiplicação entre Pontos de Memória

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Aconteceu em Gouveia, Minas Gerais, o intercâmbio entre o Ponto de Memória “Recordança”, de Belo Horizonte, e o Ponto de Memória “A foto dentro da foto antiga estrada de ferro Diamantina – Corinto: memória no tempo presente”. O objetivo foi multiplicar o projeto Catapoesia aos jovens da Instituição Caminhos da Serra para que ele seja suporte das memórias, relatos e narrativas ficcionais criadas nas oficinas de produção textual dos projetos. Durante o processo formativo, foi criado o coletivo “Unidos pelo Cerrado”, grupo que conduzirá as atividades ao longo do ano de 2015. O encontro foi coordenado por Patrícia, Alex, Solange, Henrique e Taís.

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 Leia o relatório do intercâmbio:

Relato Gouveia

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por Catapoesia

Multiplicação

Projeto Ler e Escrever

Projeto Ler e Escrever

A prática de pintar capas de papelão para compor livros está virando rotina em alguns grupos e escolas e tem aumentado ano após ano. Junto com ela, a ideia de sustentabilidade, de criatividade e de replicabilidade. Jovens aprendem a direcionar o olhar tanto para a sucata quanto para a arte em várias frentes: desenho e pintura, literatura, fotografia, quadrinhos dentre outras. A professora da escola estadual “Prof. Franca Franchi”, de Serra Negra, Maria Hosana Pulini Nemesio, após conhecer o Catapoesia, resolveu adotar como prática a metodologia do projeto. Incentivou seus alunos na escrita de cantigas populares e, assim, neste mês de dezembro, foram lançados os livros. A equipe do Catapoesia parabeniza a iniciativa e torce para que em 2015 ela se repita.IMG_0906

por Catapoesia

A pedra do nosso caminho

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A pedra do nosso caminho

A pedra mói
a memória móbil
que, a mil por hora,
contempla o gira girar do moinho
moe(dor).
Vozes, medidas passadas,
cacos de histórias
evaporadas
no burburinho das águas.
Contemplação de um fio
hospedado no futuro.

(Solange Sol)

por Catapoesia

Livro com bolo de fubá do Zocchio

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Após  seis meses de trocas de experiências, foi lançado oficialmente entre os dias 29 de novembro e 9 de dezembro o livro “Piquenique” com textos dos alunos da Escola Estadual “Professora Franca Franchi”, situada no Bairro da Serra em Serra Negra, São Paulo. No final de novembro, o livro foi levado por alguns alunos aos irmãos Walter e Maurício Zocchio que nos deram seus autógrafos e nos proporcionaram momentos de encantamento no entorno do sítio e durante um café com bolo de fubá preparado pela Cleide. Como encerramento das atividades da escola, o livro foi tema durante a apresentação para os pais e as mães dos alunos. A parceria Trilhas da Serra – Escola Pública e comunidade se efetivou mais uma vez, o que só confirma a necessidade de se levar a cultura popular para dentro das escolas a fim de torná-la mais próxima do cotidiano dos jovens que descobrem, na própria comunidade, os focos para a sua pesquisa.

Walter Zocchio

Autógrafo do Sr. Walter

Maurício Zocchio

Autógrafo do Sr. Maurício

por Catapoesia

Fórum e IV Teia da Memória

header-fnm21MUSEUS CRIATIVOS

Ao propor o conceito de “museu criativo” para a Primavera dos Museus e o Fórum Nacional de Museus 2014, o Instituto Brasileiro de Museus elege-o como o principal estímulo à manutenção e ao desenvolvimento de cada museu, na exploração de sua capacidade de inovar-se, modernizar a gestão, diversificar iniciativas, ampliar a presença no território em que se acha inserido e atrair público.

O que seria, na realidade, um museu criativo? Será aquele que investe na sensibilidade e na inteligência de suas equipes, busca incorporar colaborações diferenciadas e experimenta possibilidades inéditas de sustentabilidade e expansão, aprimorando a missão cultural e sua filosofia social. Certamente, é o museu que se instrumentaliza para vencer obstáculos e ultrapassar limites, agindo de modo inventivo e instigante, na perspectiva do amanhã.

Problemas e desafios se acumulam ao redor dos museus, e é preciso que, de maneira criativa e dinâmica, cada qual encontre um caminho seguro para avançar sempre positivamente. Os museus deram um enorme salto, desde o fim do século XX, no sentido da superação da obsolescência que havia dominado a grande maioria deles.

Tornaram-se protagonistas da cena cultural e interferem hoje na vida social e econômica. Referenciam uma nova atitude e um novo olhar no espaço da contemporaneidade. Mas, para evoluir ainda mais e sobreviver às pressões econômicas que o ameaçam, o museu deve exercer a criatividade como estratégia fundamental.

Exemplo de museu criativo é enfatizado pelo Lasar Segall, em São Paulo (SP), quando recebe um prêmio internacional pela experiência de trabalhar com bebês, envolvendo crianças e pais numa nova relação com as obras de arte.

O Museu da Maré, no aglomerado carioca desse nome, chama a atenção internacional pela criatividade que o sustenta como uma das mais notáveis respostas criativas ao desejo de memória de uma comunidade.

Em outro extremo, o Centro Inhotim, em Brumadinho (MG), se impõe como realização singular no quadro mundial, repleta de inovações e criatividade.

De uma iniciativa de pequeno porte, originada da vontade de preservação cultural de cidadãos anônimos ou de coletividades, como os Pontos de Memória, até ousadas propostas de grandes instituições, como o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo (SP), o vigor criativo dos projetos garante a alta qualidade e os resultados admiráveis que se registram.

À procura de novos “museus criativos”, a Primavera e o Fórum são dois acontecimentos relevantes para o intercâmbio de experiências e conhecimentos. Prenunciam resultados a serem partilhados pelo campo brasileiro, na certeza de que o museu deve reinventar-se, permanentemente, a fim de cumprir seus objetivos na vida dos cidadãos, da sociedade e do país.

Durante o 6º Fórum Nacional de Museus acontecerá também a IV Teia da Memória.

Teia da Memória

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6º Fórum Nacional de Museus

DSCN1407O projeto Catapoesia será apresentado durante a programação do 6º Fórum Nacional de Museus em Belém entre os dias 23 e 28 de novembro. Com o tema “Catapoesia, registros possíveis…”, algumas ações do projeto serão divulgadas, principalmente as focadas na memória e na história oral. O encontro também objetiva a participação da ONG Trilhas da Serra na IV Teia da Memória, iniciativa de fortalecimento do Programa Pontos de Memória do IBRAM, do qual a Organização terá um representante pelo Ponto de Memória Recordança, de Belo Horizonte.

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Piquenique

IMG_0282-001“Piquenique” é o nome do novo livro a ser lançado no mês de novembro pelo selo Catapoesia. Após intensa pesquisa com alunos de uma escola pública de Serra Negra, São Paulo, a partir de visita ao moinho d’água, localizado no Sítio São Bento, o livro finalmente está em vias de ser impresso e finalizado. Todo o processo foi feito de maneira colaborativa pelo Coletivo De-Fusão que atua na mini gráfica. As investigações proporcionaram aos jovens, orientados pelos professores e sob a supervisão da equipe da ONG Trilhas da Serra, realizar o inventário participativo depois de algumas discussões sobre a importância desse patrimônio cultural e sobre como agir para a sua preservação. Acredita-se que tanto a visita quanto o processo de produção do livro foram propulsores de um novo olhar para o patrimônio por parte dos participantes.

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O que se passa

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Nos meses de agosto e de outubro aconteceram, respectivamente, a quarta e a quinta Folia do Zebedeu. A Folia é uma iniciativa cultural cujo objetivo é incentivar a pesquisa sobre a cultura popular com jovens das comunidades onde o projeto Catapoesia acontece. Ela tem como premissa realizar-se uma vez a cada estação: primavera, verão, outono e inverno. Durante o lançamento dos vídeos sobre as Folias e dos três livros cartoneros, produtos resultantes da pesquisa realizada por adolescentes durante todo o primeiro semestre de 2014, aconteceu a Folia da estação inverno. Com a presença da Folia de Reis Jovem “Zé Pomba e Felipão” que animou o encontro, ela aconteceu com muita animação.

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                                                 Folia Jovem “Zé Pomba e Felipão”

No último dia quinze, foi a vez da Folia da primavera. O local visitado foi o córrego Saco da Pedra, área remanescente do Cerrado mineiro em estado de degradação ambiental devido às queimadas, ao desmatamento, à seca e à poluição. A quinta Folia também teve o caráter improvisado, uma vez que não estava agendada para sair nessa data. Como houve alteração na programação da ONG Trilhas da Serra, substituiu-se a mesma pela Folia, o que deu muito certo.

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Museu Virtual

1 (74)Lançado na 8ª Semana dos Museus, o Museu Virtual Catapoesia tem o objetivo de ser um banco de dados de todo o processo de edição dos livros publicados pela Tecnologia Social. Coordenado pela equipe da ONG Trilhas da Serra, os jovens do Coletivo De-Fusão, de Serra Negra, São Paulo, deram o pontapé inicial criando a plataforma onde serão hospedados os inventários participativos de todos os livros. Ainda em fase de elaboração, o primeiro será o da obra “Tia Tança… que não me sai da lembrança”, e, na sequência, os demais pela sequência de publicação.

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Para conhecer mais acesse: http://catapoesiamuseu.wix.com/catapoesiamuseu

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Livros e mais livros

1 (8)Os livros do selo Catapoesia estão sendo utilizados como material de apoio nas escolas públicas de Serra Negra, São Paulo. Os textos são lidos durante o Sarau-Zim, sarau literário criado pela ONG Trilhas da Serra para estimular os jovens dessas escolas a desenvolver a oralidade. Enquanto isso, vão sendo abordados conteúdos da cultura popular, das comunidades tradicionais, do patrimônio e do meio ambiente, temáticas recorrentes nas obras publicadas.

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Sarau-Zim

SarauzimSarau-Zim é uma iniciativa cultural que pretende dar voz aos jovens. Sendo assim, a ONG Triilhas da Serra lança, durante a 8ª Primavera dos Museus, o sarau a partir da leitura dos textos dos livros do acervo da Tecnologia Social e editora cartonera Catapoesia e também da leitura de textos livres, levados pelos participantes durante primeira edição. Algumas escolas de Serra Negra e  de Amparo fortalecerão a iniciativa levando seus alunos.

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Catapoesia nas Escolas

32 (33)Os livros “Mantiqueira” e “Gota D’Água” foram adotados em duas escolas da rede municipal de ensino de Serra Negra/SP. Os dois livros, por serem interativos, seduzem facilmente as crianças: no primeiro, o leitor torna-se ilustrador da história lida; já no segundo, ele se torna escritor, uma vez que o livro é de imagens e sugere que o leitor possa contar a sequência narrativa contida nas mesmas.

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A tinta, uma de nossas matérias-primas

DSC04817A tinta é uma mistura de pigmentos, líquidos e adesivos ou colas. Os pigmentos dão cor, enquanto os líquidos e adesivos servem para dar fluidez e a viscosidade necessárias para transportar e fixar os pigmentos nas superfícies. Os pigmentos e adesivos podem ser de origem mineral, animal, vegetal ou sintética, enquanto os líquidos podem ser água, óleos ou solventes. Os nossos ancestrais perceberam que certos produtos, por exemplo, o sangue, uma vez espalhados nas rochas deixavam marcas que não desapareciam. Esses materiais começaram a ser utilizados para transmitir informações. Com a necessidade de aumentar a durabilidade das pinturas e diversificar as cores, as chamadas pinturas rupestres passaram a utilizar óxidos naturais, abundantes como os ocres e vermelhos. Com o aprimoramento da competência artesanal, começaram a surgir as primeiras ferramentas e equipamentos auxiliares para executar as pinturas, bem como para manufaturar as matérias-primas utilizadas na preparação das tintas. Depois disso, durante milhares de anos, pouco se acrescentou às descobertas iniciais. A partir do final do século dezenove e durante todo o século vinte a produção de tintas passou a ser uma atividade industrial com constantes aperfeiçoamentos técnicos. (Fonte: Projeto Cores da Terra)

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1 (21)Os livros pintados na editora cartonera Catapoesia usam tinta industrial como o guache e a tinta acrílica. Porém, para o lançamento do livro Mangabeira, foi experimentada a tinta de terra que utiliza o solo como pigmento, a água como líquido e dois tipos de adesivos: o grude e a cola branca (à base de PVA). Essa mesma tinta já havia sido produzida pelos jovens do Coletivo Loucos por Memória, sob a orientação dos senhores Toco Pequi e Manoel do Norte, para a pintura da parede do espaço cultural do restaurante Caminhos da Gruta, em Cordisburgo. A princípio, houve polêmica quanto à fixação desse tipo de tinta no suporte de papelão, mas a dúvida foi resolvida após os resultados.

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Próximos Lançamentos

Convite Lançamento 9 AgoOs livros são resultado da pesquisa investigativa realizada por jovens do Coletivo “Loucos por Memória” a partir de entrevista com dois mestres da cultura popular: Sr. Toco Pequi e Sr. Manoel do Norte. Durante todo o primeiro semestre de 2014 foram 5 encontros formativos e de coleta de informações para a produção dos textos. Os vídeos de registro passaram por processo de edição para adquirirem leveza sem perder a qualidade.

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Exemplo

DSC03577Mais uma vez o Catapoesia serviu de modelo para ilustrar uma iniciativa de projeto exemplar. Aconteceu durante o curso “Projeto: fim ou meio?” que está sendo realizado em parceria com a FEAG – Federação das Entidades Assistenciais Guaçuanas, em Mogi- Guaçu/SP. O objetivo da formação é construir coletivamente o projeto político-pedagógico (PPP) junto às entidades e escolas afiliadas à FEAG. O curso tem tratado de assuntos como o passo a passo para a criação/construção do PPP, mediação, avaliação de resultados, educação integral, bibliotecas, interdisciplinaridade e ações de continuidade.

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III Seminário de Patrimônio Imaterial

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O projeto Catapoesia foi tema da apresentação da ONG Trilhas da Serra – Educação, Cultura e Cidadania no III Seminário de Patrimônio Imaterial realizado em Campinas entre os dias 14 e 17 de maio. Durante sua apresentação no dia 16, a coordenação do projeto relatou a contribuição do mesmo para a salvaguarda e a divulgação do patrimônio imaterial brasileiro e a importância de se realizar ações culturais principalmente entre os jovens, para que esses possam dar continuidade ao bem cultural e preservá-lo. Junto a esse relato de experiência estavam representantes do Samba de Roda do Recôncavo Baiano e da Casa de Memória de Barão Geraldo.

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12ª Semana de Museus

IMG_0969Durante a 12ª Semana de Museus entre os dias 12 e 18 de maio foi realizada ação de educação patrimonial em duas escolas da rede estadual da cidade de Serra Negra/SP e de Cordisburgo/MG. O trabalho foi coordenado por Solange e Brasinha e foram abordadas questões como patrimônio, patrimônio imaterial, acervo, preservação, salvaguarda, dentre outros. Os jovens assistiram a dois vídeos produzidos pela equipe da ONG Trilhas da Serra e puderam conhecer parte do acervo do projeto Catapoesia.

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IMG_0988Serra Negra/SP

Cordis 1 (21)

 

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Cordisburgo/MG

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Próximos lançamentos

Foto com Tecnologia

Previstos para junho os lançamentos de três livros pelo selo Catapoesia. As publicações visam fortalecer as políticas de salvaguarda do patrimônio imaterial brasileiro ao retratarem as manifestações da Folia de Reis, os cantos de trabalho do vaqueiro, conhecidos por Aboio, e também a Medicina Tradicional. Assim sendo, enquanto nos reunimos com os coletivos para produzir os textos dos livros, automaticamente estamos adquirindo novos conhecimentos que nos levam a entender e a transformar a realidade que nos cerca. Durante esse processo, praticamos uma ação educativa relacionada ao nosso patrimônio cultural, ou seja, praticamos a educação patrimonial, despertando o olhar do jovem para a importância do reconhecimento,  da preservação e da continuidade dessas manifestações  culturais para usufruto  das futuras gerações.

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por Catapoesia